HIGIENE E ORGANIZAÇÃO ALIMENTAR

04/05/2020
HIGIENE E ORGANIZAÇÃO ALIMENTAR

Na primeira parte do primeiro artigo “nutrição na quarentena” abordámos os diferentes cuidados que devem ser tidos em conta durante o planeamento e organização das compras, bem como as precauções a ter no supermercado. Hoje vamos focar-nos naquilo que deveremos fazer já em casa. 

1. AO CHEGAR A CASA

Neste momento em que cada vez mais pessoas começam aos poucos a sair de casa para voltar aos seus trabalhos, faz todo o sentido criar à entrada de casa uma zona “potencialmente contaminada”. É nessa zona que se devem deixar os sapatos, roupa, malas e outros acessórios usados na rua, sendo que o ideal seria ter uns chinelos ou sapatos por perto, apenas para usar dentro de casa. Os objectos da zona potencialmente contaminada não deverão ser transportados para outras zonas da casa e vice versa. Ao chegar a casa é ainda importante lavar imediatamente as mãos com água e sabão durante 20 segundos, evitando tocar noutras áreas antes da lavagem.

2. AO CHEGAR A CASA, VINDO DO SUPERMERCADO

Começar por armazenar logo os alimentos que precisam de refrigeração ou congelação. Os invólucros de plástico ou outros materiais que envolvam os produtos alimentares devem ser descartados e/ou desinfectados com álcool a 70ºC ou um pano com lixívia diluída. O saco onde se transportam as compras deverá ser deixado a arejar durante um período mínimo de 5 dias, sem qualquer contacto. Caso seja um saco de pano, o ideal será lavar a 60ºC.

3. ORGANIZAÇÃO DO FRIGORÍFICO

A correcta organização do frigorífico é fundamental não só para garantirmos que os alimentos mantêm as suas propriedades nutricionais mas também é uma importante ajuda no combate ao desperdício. A prateleira de cima do frigorífico é a mais fria, e assim sendo é onde deverão estar os iogurtes, queijo e alimentos já cozinhados. Na zona intermédia deverá estar a carne (que dura 2-3 dias, no entanto picada dura apenas 24h), o pescado (que dura cerca de 24h), fiambre e produtos de charcutaria. Na prateleira inferior deverão estar os produtos em fase de descongelação, não esquecendo de os colocar em recipientes que evitem o derrame de líquidos. As gavetas inferiores devem ser dedicadas aos hortícolas, fruta e leguminosas frescas, e a porta do frigorífico à manteiga, margarina, leite e água.

Para além desta organização por zonas é ainda importante dispor os alimentos com maior prazo de validade mais para trás e os mais perecíveis mais para a frente, por forma a que sejam ingeridos em primeiro lugar. O frigorífico também não deverá estar demasiado cheio, uma vez que o excesso de alimentos impede a circulação adequada do ar frio, o que pode ter implicações na capacidade de conservação.

4. ORGANIZAÇÃO DA DESPENSA

É também essencial ter uma despensa organizada, principalmente nesta fase em que as compras são feitas em maior volume. A colocação dos alimentos nas prateleiras deve seguir a mesma lógica do frigorífico: os mais perecíveis à frente, os menos perecíveis atrás.

É ainda importante arranjar um sistema que nos permita ver bem todos os alimentos e conseguir rapidamente ter uma ideia geral do que temos em casa e do que nos falta. Ter os alimentos acondicionados em frascos transparentes (que podem até ser reaproveitados de conservas, compotas etc) ou organizados em caixas, podem ser estratégias muito simples que nos ajudam a aceder aos alimentos mais atrás na despensa e nos permitem ver tudo o que temos, garantindo que há menos desperdício e compras mais inteligentes.

Artigo by Nutricionista Maria Travassos no Health Club Visconde

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